O Leão de Wallace
GRH
O silêncio da noite os envolvia, nem um só ruído, nenhuma palavra. Alyx olhou além das árvores, para as choças do povoado que se propunham a atacar.
Certamente todos dormiam; não gostava de ter que lançar uma ofensiva em plena noite, parecia-lhe covarde, mas não ficava outro remédio. Os MacConnor eram muito mais numerosos que eles, e expor-se a ser descobertos era o mais parecido ao suicídio.
Percebeu a ansiedade de seus homens e soube que o momento chegara.
Faça isto por eles, pensou, se não fizesse, suas vidas estariam seriamente em perigo, estava segura. Puxou o ar e, um minuto depois, expulsou de sua garganta o grito de guerra de seus ancestrais, o grito que anunciava a chegada dos Wallace...
Mal terminaram o jantar, quando a porta do grande salão se abriu estrepitosamente, deixando lugar a Sir Cormac. Seu rosto estava vermelho pela ira e o esforço que fizera para chegar até lá o mais rápido possível.
— Tornaram a fazê-lo. — Anunciou, detendo-se ante a mesa do chefe do clã. — Esses ousados Wallace atacaram um de nossos povoados a duas milhas daqui.
— Estão loucos? — Perguntou este, ficando em pé. — Não sei o que pretendem, mas vamos detê-los, de uma vez por todas. Reúna todos os homens que possa Cormac; encontraremos-nos no pátio.
E, dizendo isto, se afastou em direção à torre, amaldiçoando baixo os condenados Wallace.
Comentários





